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Cantos à nossa posição

Atualizado: 10 de jun. de 2019

A poesia do poeta-guerrilheiro de El Salvador, Roque Dalton




“Estamos com o homem / porque antes, muitíssimo antes que poetas, / somos homens” (Dalton)

Livro: "Cantos à nossa posição: a poesia de Roque Dalton", 140 páginas, 2017

Tradução e organização: Jeff Vasques e Lucas Bronzatto

Valor sugerido: R$15 + frete (entre em contato para verificar disponibilidade)



Pela primeira vez em português, uma antologia de Roque Dalton

“Roque é para mim o exemplo bem pouco frequente de um homem em que a capacidade poética se deu desde muito cedo mescladas com um profundo sentimento com seu próprio povo, com sua história e seu destino. Nele, desde os dezoito anos, nunca se pode separar o poeta do lutador, o novelista do combatente, e por isso sua vida foi uma série contínua de perseguições, prisões, exílios, fugas em alguns casos espetaculares e um retorno final a seu país para integrar-se à luta onde haveria de perder a vida. Roque Dalton era um homem que aos quarenta anos dava a impressão de um menino de dezenove. Tinha algo de criança, condutas de criança, era travesso, brincalhão. Era difícil saber e se dar conta da força, da seriedade e da eficácia que se escondiam detrás desse rapaz. Não era homem de panfletos, era homem de pensamento e por detrás e adiante e por cima de tudo isso havia sempre o grande poeta, o homem que deixou alguns dos poemas mais bonitos que eu conheço nesses últimos vinte anos. Isto é o que posso dizer de Roque e meu desejo de que vocês o leiam e o conheçam mais.” (Júlio Cortázar)





“Estamos com o povo, porque antes, muitíssimo antes que maritacas alimentadas, somos povo.” (Dalton)

Roque Dalton, aluno de Miguel Mármol no ofício muito salvadorenho de ressuscitar, se salvou duas vezes de morrer fuzilado. Uma vez se salvou porque caiu o governo e outra vez se salvou porque caiu a parede, graças a um oportuno terremoto que permitiu que fugisse. Também se salvou dos torturadores, que o deixaram destroçado mas vivo, e dos policiais que o cobriram de balaços. E se salvou dos torcedores de futebol que o botavam pra correr a pauladas, e se salvou das fúrias de uma porca recém- parida e de numerosos maridos sedentos de vingança. Poeta profundo e brincalhão, preferia arriscar a pele a se levar a sério, e assim se salvou da solenidade, da grandiloquência e de outras doenças que gravemente acometem a poesia política latinoamericana. Não pode se salvar de seus companheiros. Com pena de morte castigaram sua discrepância, por ser a discrepância delito de alta traição. Dalton não se salvou da bala que veio do seu lado.

(Eduardo Galeano)


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#roquedalton

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